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segunda-feira, 20 de setembro de 2010

O gatinho Nemo doou sangue ontem. Veja fotos e etapas do processo de doação!

Este é o Nemo!!!


O Nemo, gatinho tripé do meu irmão e de minha cunhada, fez uma boa ação no domingo passado: doou sangue para uma gatinha doente, a Pretinha, que estava sofrendo de insuficiência renal.

Eu costumo doar sangue para humanos, mas pouco sabia sobre a doação para/entre animais.

O procedimento funciona mais ou menos da seguinte forma: o gato doador é levado ao laboratório, onde faz um teste para verificar a compatibilidade do sangue com o receptor. Estando tudo ok, inicia-se a doação.

O sangue é retirado do animal e armazenado em seringas. Tira-se cerca 20 ml de sangue por cada quilo do animal. O Nemo, por exemplo, pesa 6.300 Kg e doou cerca de 120 ml de sangue, que, logo em seguida, foi injetado no gato receptor.



Minha cunhada teve a ótima ideia de tirar fotos das etapas da doação. O Nemo já passou por poucas e boas na vida antes de chegar à casa do meu irmão e da minha cunhada - teve até uma patinha amputada (veja aqui um pouquinho de sua história). Mesmo assim, é um animal muito doce, tanto que chegou até a fazer carinho nos veterinários do laboratório. Apesar disso, precisou ser sedado e voltou pra casa ainda sonolento.

Neste momento, o sangue é retirado do Nemo

Este é o Nemo ainda sedado!

A boa notícia é que gatinha receptora - a Pretinha (veja foto abaixo) - já ficou mais animadinha logo após receber o sangue e iniciar o tratamento com um medicamento que deverá ser tomado para o resto de sua vida. Ela começou a miar e a reclamar do soro, o que não estava fazendo antes.

 Pretinha recebendo o sangue de Nemo



Agradeço à Andrea pelas fotos e explicações a respeito do processo de doação. Tenho certeza de que essas informações esclarecedoras serão úteis para todos os gatos e gateiros de plantão! E torço também pela rápida e plena recuperação da Pretinha!

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Doação de sangue para gatinha em SP

Pessoal,

Recebi um email da Miriam, de São Paulo, que é dona da gatinha persa Marie, que foi diagnosticada com leucemia felina e precisa fazer uma transfusão de sangue com urgência.

Quem puder ajudar, pode entrar em contato com a Miriam pelo tel (11) 8323-2112 ou por email: BRITO@dow.com

Obrigada!

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Cães e gatos também doam sangue: estoque nem sempre é farto em SP

Existem 13 tipos de sangue de cachorro e três de gato.
Animal que doa passa por check up e tem saúde monitorada

Cães e gatos vítimas de atropelamento, intoxicação e câncer têm na transfusão de sangue uma esperança para sobreviver em São Paulo. O problema é que esse tipo de doação ainda não se tornou uma prática entre os donos dos animais, o que significa nem sempre ter sangue disponível quando um bicho precisa. A dificuldade também é maior porque os cães têm 13 tipos diferentes de sangue, sendo seis os tipos com mais demanda. Isso significa que, quanto maior a variação, maior é a dificuldade de encontrar um doador compatível. O mesmo, no entanto, não acontece com os gatos porque eles têm apenas três tipos.

Mas o veterinário Mário Moreira, coordenador do banco de sangue do hospital veterinário da Universidade Anhembi Morumbi, na Zona Sul, é otimista e acredita que, quanto mais o dono se preocupa com a saúde de seu mascote, mais ele poderá ajudar a salvar outros animais.

Moreira conta que, há três anos, o número de doadores cadastrados não chegava a 15. Atualmente, ele possui mais de 180 cães e gatos catalogados, ou seja, que já doaram sangue ao menos uma vez e que sempre voltam para abastecer o banco. Quanto mais doadores, maior a variedade de sangue estocado e mais animais podem ser salvos.

Muito do aumento no número de doadores, conta Moreira, é graças aos donos - que estão se informando mais sobre a saúde dos seus cães - e ao avanço tecnológico na área da medicina veterinária. “Antes, quando um animal precisava de sangue, a gente dizia ao dono: ‘Você conhece alguém que tenha um cachorro grande que possa doar?’”, lembra ele, mostrando que o processo era imediato: saía de um bicho e ia para o outro.

Agora, conta o veterinário, a tecnologia permite transformar uma bolsa de sangue em outras três: uma com concentrado de hemácias, outra com concentrado de plaquetas e, por último, a com plasma. O tempo de estocagem e conservação desse material também aumentou e pode variar de 21 dias a um ano.

Doadores



Marina levou Francesco para doar pela primeira vez por iniciativa de uma amiga, que tinha dois cachorros doadores. Hoje, a webdesigner virou ativista da causa e comanda a comunidade no Orkut “Eu sou cachorro, doo sangue”, com quase 900 membros.

Quem também leva seu mascote para doar sangue é a adestradora e consultora em comportamento animal Iracema Gil, dona do golden retriever Billy. Para ela, a atitude é um gesto de solidariedade. “Acredito que doar é dar mais uma chance de vida a um animal. Hoje, o Billy está doando, mas amanhã pode ser ele que esteja precisando”, justifica.

Como doar

Donos de cães e gatos que se sensibilizaram com o gesto das donas de Francesco e de Billy precisam saber que, assim como os humanos, cães e gatos precisam preencher alguns pré-requisitos para poder doar sangue.

Para os cães, a primeira exigência é ter um temperamento dócil, conta o veterinário Moreira. “A gente não doa o animal, ele fica consciente o tempo todo, mas precisa ficar quieto”, diz. O cachorro deve ter entre 1 e 8 anos, estar com 27 kg ou mais, ser vacinado e vermifugado, estar sadio e não estar prenhe.

Os critérios para ser doador são praticamente os mesmos para os gatos, só o peso que muda: o animal deve ter no mínimo 4,5 kg. Os felinos, no entanto, precisam ser sedados, pois dificilmente ficam parados por conta própria.

Tanto o veterinário Moreira como as donas de Francesco e de Billy são enfáticos ao dizer que os animais não sofrem durante a doação de sangue. “O Francesco fica quietinho o tempo todo. Se ele não gostasse ou doesse, ele não ia ficar parado nem deixar as pessoas mexerem nele durante a doação”, afirma Marina.

“Não vou dizer que é divertido porque não deve ser legal ficar parado por muito tempo. Mas sei que, se o Billy não quisesse, ele não deixaria fazer nada com ele”, argumenta Iracena.

Muitos donos podem ainda estar se perguntando se o sangue retirado pode fazer falta ao animal. O coordenador do banco de sangue diz que não. Segundo Moreira, um cão leva 21 dias para repor o sangue retirado e a doação só pode ser repetida a cada dois meses.

“Nós retiramos 20 ml de sangue por quilo do animal. Para encher uma bolsa são necessários entre 400 ml e 450 ml, mas a gente nunca tira tudo o que um cão ou gato pode doar”, afirma.

Por que doar

Monitorar a saúde do pet facilita a vida do dono, mas o gesto de solidariedade tranqüiliza principalmente quem tem algum animal doente. É o caso da veterinária Tatiane Giovani, de 23 anos, dona do cocker spainel Willy, de 8 anos. “Ele tem insuficiência renal crônica e estava em crise”, conta. Em situações como essa, diz Tatiane, Willy precisa da transfusão com urgência para ter melhor qualidade de vida.

Esta foi a segunda vez que o cocker spainel foi submetido a uma transfusão de sangue. A primeira foi logo quando ele teve a doença detectada, em setembro do ano passado. “Na primeira vez, ele tava muito mal, fez a transfusão e melhorou muito”, relembra Tatiane.

Cuidados

Mas não é porque a doação de sangue vem com um check up que dá para sair oferecendo a veia do seu cachorro por aí. A veterinária Simone Otoline, assessora técnica do Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo, afirma que é preciso procurar um hospital ou laboratório de confiança.

Simone orienta que, se for levar o animal para doar, é bom conhecer o local e o veterinário responsável pelo local com antecedência. “Um animal não adoece por fazer a doação, a menos que o procedimento seja feito de forma incorreta”.

Fonte: G1