Mostrando postagens com marcador Pesquisas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Pesquisas. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Cérebro do gato será modelo para a construção de um cérebro eletrônico capaz de reconhecer rostos

NOVA YORK - Um gato pode reconhecer a fisionomia de uma pessoa mais rápido que um supercomputador. Pensando nisso, pesquisadores da Universidade de Michigan estão usando o cérebro dos felinos como o principal modelo na construção de um computador inspirado nas funções biológicas do ser humano.

O engenheiro Wei Lu, que coordena o projeto, afirma que a supermáquina seria capaz de aprender, reconhecer pessoas e tomar decisões mais complexas que os computadores normais. Lu criou um "memrístor", uma espécie de substituto para um transístor que funciona da mesma forma que uma sinapse do cérebro. O "memrístor" consegue reconhecer as voltagens pelas quais já foi submetido e pode funcionar como uma espécie de memória nos circuitos tradicionais.

- Queremos construir um computador da mesma forma que a natureza cria um cérebro de um mamífero. A ideia é usar um paradigma completamente diferente. Construir algo similar ao cérebro do gato é uma meta mais realista, já que seu cérebro é bem mais simples que o cérebro humano - afirma Lu, professor do Departamento de Engenharia da Universidade de Michigan.

Os supercomputadores já criados conseguem cumprir certas funções que se assemelham ao cérebro do gato. Mas eles costumam ser máquinas gigantescas, com mais de 140 mil unidades de processamento dedicadas somente à geração de energia. E, mesmo assim, funciona de forma 83 vezes mais lenta que o cérebro do felino. No computador convencional, funções de lógica e memória ficam localizadas em partes diferentes do circuito e funcionam de forma linear. Por isso, a execução de funções acaba ficando limitada. O cérebro dos mamíferos, no entanto, consegue exercer diversas funções simultaneamente ou paralelamente. É por isso que reconhecemos um rosto com tanta facilidade.

Fonte: O Globo

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Preferência por cão ou gato pode indicar grau de instrução, sugere estudo

As pessoas que possuem gato têm maior probabilidade de ter feito curso universitário do que as que têm como bicho de estimação um cachorro, sugeriu pesquisa da Universidade de Bristol, na Grã-Bretanha.

Das 2.524 residências pesquisadas, nas 47,2% onde havia gato tinha pelo menos uma pessoa com nível universitário, em comparação a 38,4% das casas onde havia cachorro.

O estudo concluiu que os longos turnos, provavelmente associados a empregos que exigem maior qualificação, podem tornar pouco prático ter cachorro.

A pesquisa revelou ainda que o número desses animais no país pode ser maior do que se imaginava. O Departamento de Ciência Clínica Veterinária de Bristol indicou que pode haver 10,3 milhões de gatos e 10,5 milhões de cachorros de estimação na Grã-Bretanha. Uma estimativa anterior, divulgada em um trabalho científico de 1989, indicou que havia 6,2 milhões de gatos e 6,4 milhões de cachorros.

No total, estima-se que 26% das residências britânicas possuem gatos e 31%, cães.

Homens e cães

O nível de instrução foi o fator que se destacou mais na pesquisa, de acordo com Jane Murray, especialista em epidemiologia felina da Universidade de Bristol, mas surgiram outras informações no decorrer do trabalho científico.

Dentre as pessoas que participaram do estudo verificou-se ainda que há maior probabilidade de que os donos de cães sejam homens, vivam na área rural e tenham menos de 55 anos de idade.

É mais provável que o dono de um gato seja mulher e viva em residências menores, de uma só pessoa.

A idade das crianças em uma família também parece fazer diferença na hora de se escolher o bicho de estimação - é mais comum encontrar gatos do que cachorros em casas onde moram menores de dez anos.

Murray disse que os pesquisadores esperam repetir o estudo usando os resultados do censo de 2011 para ter uma ideia mais clara das tendências britânicas sobre animais de estimação.

Fonte: BBC Brasil

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Cachorros são mais "inteligentes" que gatos?


A eterna disputa entre gatos e cachorros ganhou força com a matéria de capa da revista "New Scientist", na última semana: segundo ela os cães são mais inteligentes que os gatos.

A matéria é bem extensa, mas vou tentar fazer um resumo do que li aqui na tabela logo abaixo, sendo, no entanto. indispensável para sua total compreensão a leitura da matéria na íntegra aqui (em inglês)

Mas, antes de qualquer coisa, peço calma aos gateiros de plantão! Antes de levarem a constatação do estudo para o lado pessoal, já adianto que a competição foi acirrada e que os felinos perderam por apenas um ponto de diferença. Ufa!

Nas 11 categorias analisadas para determinar a inteligência dos bichos, veja como se comportaram os dois animais:


Como amo tanto gatos quanto cachorros, a pesquisa foi apenas uma curiosidade. Sei que cada um desses animais tem sua natureza, com características próprias, ora muito parecidas, ora muito divergentes e que certamente por diferenças físicas e comportamentais, não há como compará-los a este nível, tentando determinar qual dois dois é o "melhor".

De qualquer maneira, vale ressaltar o valor do caráter científico do estudo, que explorou uma questão que até hoje era muito cheia de "achismos" e que aos poucos vai desvendando os maravilhosos mistérios cognitivos e comportamentais dos bichinhos que tanto amamos - sejamos nós "gateiros", "cachorreiros" ou "ambos".


quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Pesquisa mostra que donos de cachorros se exercitam mais do que pessoas que frequentam academias



Uma pesquisa realizada na Grã-Bretanha que entrevistou 5 mil pessoas, dentre elas 3 mil donos de cachorros, mostra que, em média, essas últimas levam seus bichinhos para passear duas vezes ao dia, tendo cada saída duração de cerca de 24 minutos. Isso totalizaria mais de 5 horas de passeio por semana.

O estudo também constatou que os amantes de cãezinhos costumam sair para passeios mais longos por, pelo menos, três vezes na semana, o que acrescentaria 2 horas e 33 minutos ao total de tempo das saídas diárias. Ou seja: segundo a pesquisa, os donos de cachorros se exercitariam por aproximadamente 8 horas semanalmente.

Por outro lado, os dados mostram que o tempo gasto pelos frequentadores de academias e adeptos de caminhadas ou corridas ao ar livre em suas atividades físicas é de apenas 1 hora e 20 minutos a cada semana. Ah, e tem mais: do total de pessoas que não possuía cachorros, 47% admitiram não fazer qualquer atividade física.

Conclusão: Adote um cachorro e economize a mensalidade da academia! Além de ter uma vida mais saudável ao lado do seu amigão, você desfrutará um amor incondicional e uma excelente companhia para todas as horas!

Mais informações sobre a pesquisa? Clique aqui (em inglês)

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Gatos emitem ronronado específico para pedir comida, mostra estudo

 (Indicação de notícia enviada por @rickgauden)

Não é preciso ler os quadrinhos do gato cor de laranja para perceber que esse animal não é nada sutil quando se trata de pedir comida. Gatos domésticos não costumam arremessar o prato na direção do dono como faz Garfield, mas sabem miar desesperadamente para pedir o almoço.

Este repórter que o diga. Minha gata, Colô, não sabe pedir comida de modo delicado. Uma pesquisadora da Universidade de Sussex, Reino Unido, no entanto, descobriu agora uma nova maneira pela qual os gatos chantageiam seus donos. Karen McComb pesquisa a comunicação entre animais. Em geral, vai atrás dos bem grandões, como elefantes e leões africanos. Ela descobriu um "grito" por comida embutido em um ronronado de gatos domésticos que não soa tão bem quanto deveria.

Divulgação
Pepo, o gato que inspirou a pesquisadora Karen McComb, da Universidade de Sussex, a estudar a comunicação entre os animais
Pepo, o gato que inspirou a pesquisadora Karen McComb, da Universidade de Sussex, a estudar a comunicação entre os animais

Karen e mais três colegas publicaram um artigo científico sobre o "ronronado da fome" em uma edição recente da revista científica "Current Biology". "Meu próprio gato inspirou o estudo", disse ela à Revista. Pepo é o único gato da casa, e aparentemente o miado manipulador só acontece quando há apenas um animal pedindo atenção do dono.

"Fiquei interessada nisso porque meu gato me acordava de manhã com ronronados insistentes. Eu ficava imaginando porque soava tão irritante e era tão difícil de ignorar", afirma. Ao falar com outros donos de gato, ela descobriu que alguns deles tinham animais que mostravam um comportamento incrivelmente semelhante.
"Como eu sou uma acadêmica que na verdade trabalha com comunicação vocal e capacidades cognitivas em mamíferos, eu tinha o conhecimento, as ferramentas e os colaboradores para lidar com essa questão", declara Karen.

Apesar de estudar bichos perigosos, como leões na savana africana, ela diz que trabalhar com o animal conhecido desde 1758 pelo nome científico Felis catus foi um dos seus maiores desafios. Gatos não costumam ser muito obedientes. "Um grande problema foi que eles só exibiam esse comportamento na privacidade com seus donos, e tipicamente em horários antissociais", diz Karen. "Também tendem a ficar mudos ou a sair quando estranhos aparecem."
 
Ela conseguiu gravar ronronados do seu pet, e outra autora do estudo, Anna Taylor, gravou o dela. "Nós escolhemos gatos cujos donos nos disseram que usavam esse comportamento. Havia cinco machos e cinco fêmeas de idades bem variadas", relata. Os donos dos gatos foram ensinados a gravar os miados de seus bichos de estimação em momentos em que pediam comida e em outros em que simplesmente ronronavam pelo prazer de ronronar.
As gravações foram tocadas para várias pessoas. Mesmo quem não tinha gato considerava o "ronronado famélico" mais urgente e menos agradável.
 
Alta frequência
Ao estudar a estrutura do som, a equipe descobriu um elemento de alta frequência sonora embutido no ronronado, lembrando um grito ou um miado. Ao ressintetizar o som eliminando a alta frequência, os ronronados voltaram a soar agradáveis. "A inclusão deste elemento de alta frequência poderia servir como um meio sutil de exploração, aproveitando uma sensibilidade que humanos e outros mamíferos têm de dar dicas relevantes no contexto de cuidar da prole", afirma Karen.

O ronronado pela manhã é mais aceitável do que um miado escancarado, "que faria o gato ser ejetado para fora do quarto".

Mas quando o gato tem concorrência de outros, ganha comida quem mia mais. Quem tem vários conhece bem o comportamento. "Se pedem comida às vezes? Não, sempre pedem! De manhã, umas 6h30 da matina, é o horário em que eles ficam loucos de fome", diz Ana Carolina Angeli Polete, que, com seu marido, Cesar, se reveza na alimentação dos bichos, ela no turno da manhã. "Eu levanto religiosamente todos os dias para alimentá-los. Caso contrário, não durmo. Se me rebelo e não acordo, eles praticamente zoneiam a casa inteira", diz Carolina.
Uma das gatas, Picorrucha, "tem a capacidade de subir na pia, olhar pra nossa cara e miar brava porque quer comida", conta. A pesquisadora explica: "Existem outras estratégias para pedir comida, incluindo miar.

Os gatos vão optar por aquilo que funciona melhor".
Lúcia Helena de Camargo e seu marido, Cezar, convivem com apenas um gato, Pablo. É um bom candidato ao "ronronado da fome". "Ele não mia para pedir comida", diz Lúcia.
A estratégia é outra. "Chego em casa, ele vem na porta, chega perto, se roça um pouco nas minhas pernas, depois deita no chão de barriga para cima, para eu acariciá-la. Fica nessa alguns minutos. Quando está com fome, levanta rapidamente e se encaminha para a praça de alimentação, parando em frente ao prato da ração de que gosta mais." Rubens Baptista Júnior e sua mulher, Libânia, convivem com três gatos. "A convivência com eles me ensinou a interpretar seus diversos tipos de miado. Esse é diferente quando querem comida, carinho -basicamente escovação-, ou quando avistam um bichinho", afirma Rubens.

Ele passou a reconhecer os miados pelo fato de trabalhar em casa; ela, funcionária de uma multinacional, nem tanto. "Enquanto eu passava o dia com os gatos, ela ficava fora o tempo todo. À semelhança da mãe que entende os vários choros do bebê, enquanto o marido não percebe nada, eu fazia o papel da mulher", diz Rubens.

Faz sentido. Segundo os pesquisadores da Universidade de Sussex, o pico de frequência medido no estudo é comparável ao de um bebê humano saudável, entre 300 e 600 Hertz.
 
Onde ouvir
Os dois tipos ronronado doa gatos Pepo e Hippolythe e um vídeo do "ronronado da fome" de Pepo estão em www.lifesci.sussex.ac.uk/cmvcr/Domestic%20cats.html.

Fonte: Folha Online

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Bronca do dono é que deixa cão com cara de 'culpado', diz estudo

Mesmo sem travessura, cachorro que ouve sermão fica cabisbaixo.
Pesquisadora diz que não sabe se bicho realmente sente remorso.

Sabe aquele olhar culpado de seu cachorro, como quando você chega em casa e encontra seu sapato favorito todo mastigado? Os cientistas ainda não sabem dizer se o cachorro está realmente se sentindo culpado com as transgressões, mas eles podem dizer o seguinte: a aparência do animal não está tão ligada ao que ele fez, mas ao que você fez.

Alexandra Horowitz, do departamento de psicologia do Barnard College, estuda cognição animal e sempre foi fascinada pela maneira como os donos de cachorros humanizam o comportamento de seus animais – atribuindo a eles emoções humanas como ciúme e culpa. “Eu queria examinar algumas dessas atribuições e ver se havia algo por trás delas”, disse.

Ela conduziu experimentos com cachorros e seus donos. Neles, o dono mostrava algum alimento ao cachorro, dizia a ele que não o comesse, e deixava a sala. Enquanto o dono estava ausente, o cachorro comia o alimento ou esse alimento era retirado da sala pelos pesquisadores. Em alguns dos testes, o dono retornava à sala desinformado – achando que o cachorro o havia desobedecido, por exemplo, quando o bicho não havia comido nada. Quando o dono era informado de uma desobediência, o cachorro levava uma bronca.

Horowitz descobriu que os comportamentos associados à “cara de culpado” – arrastar-se para longe, baixar a cabeça e colocar o rabo entre as pernas, entre outros – ocorriam independente de o cachorro ter ou não desobedecido. Em vez disso, o importante era a reação do dono. Havia muito mais comportamentos “culpados” quando os donos censuravam os cachorros. As descobertas estão publicadas no jornal "Behavioral Processes".

Alexandra disse ainda que os resultados mostram que cachorros aprenderam, a de certa maneira, reagir em resposta ao comportamento de seus donos: “Nós os treinamos para fazer aquela cara de culpado quando nos veem bravos. Não estou dizendo que eles não sentem culpa”, acrescentou. “Ainda não tenho como testar isso. Mas nós geramos o contexto que os estimula a produzir aquela cara."

domingo, 3 de agosto de 2008

Seu gato pode salvar sua vida!

Um estudo feito por pesquisadores americanos revela: um gatinho pode salvar sua vida. Segundo a pesquisa, ter um gato como animal de estimação reduz em 30% o risco de você ter um ataque cardíaco.

Não é uma maravilha? Mais um motivo para amar ainda mais estas criaturinhas!

Leia mais aqui